
2007.02.25 • 05:50 • 0 com
Sim, no início dedicamos o mérito parcialmente ou incorretamente, daí ser o que chamamos de "prática". O primeiro passo é admitir que o autocentramento existe em todos os seres que não são Budas, portanto, que existe em nós em maior ou menor medida. Admitindo-se isto, passamos a trabalhar com esse autocentramento. Se houver uma sensação de vitória após a dedicação de méritos, dedica-se os méritos novamente, e assim sucessivamente, até que não se tenha uma sensação de vitória. Essa é a vitória dos Budas.O perigoso seria trabalharmos, de cara, com a idéia de que, já que a natureza búdica é um fato, somos imunes ao autocentramento. Nesse sentido, toda a prática budista é uma hipocrisia, já que é assim mesmo. Porém, o budismo não é um ensinamento para Budas, e sim para seres como nós, que de fato exibimos os sintomas do autocentramento e do sofrimento que ele acarreta. Nesse sentido, não podemos confundir a incorreta dedicação de méritos da correta dedicação de méritos. Isto é, dedicação de méritos não deve servir para aumentar o autocentramento. Se servir, então não é dedicação de méritos, ou seja, a pessoa não soube dedicar os méritos. Daí isso ser uma prática ou treinamento.
Por outro lado, é importante entender que não é incorreto se sentir satisfeito por fazer algo bom. Aliás, devemos nos sentir satisfeitos. Devemos pensar "puxa, como eu sou legal". É só quando esse inocente "eu sou legal" estiver se transformando num motivo de apego ao eu que corta esse apego, e o método para fazer isto é justamente a dedicação de méritos. Assim você transforma uma felicidade autocentrada numa felicidade transcendente. Esse é o êxtase dos Budas.
Aliás, se quisermos estender o pescoço e dar uma espiada em como isso vai sofisticar ainda mais no vajrayana, vemos que nem sequer perdemos tempo com a preocupação "puxa, como sou orgulhoso" — você ofereceu tão perfeitamente seu corpo ao dharma através da prática da deidade que qualquer coisa que surja é um festim para ela, mesmo seu orgulho. Isso não quer dizer que você "pode" ter orgulho, mas simplesmente que qualquer coisa pode ser aproveitada para a prática.
Sogyal Rinpoche numa entrevista até comenta da falta de auto-estima dos praticantes ocidentais, com relação a isto. Baixa
auto-estima, evidentemente, é apenas orgulho.
A ação virtuosa produz bem-estar e a pessoa se sente vitoriosa. O passo seguinte, a dedicação de mérito, é que é efetivamente prática espiritual. Não porque a pessoa abandone a vitória ou o bem-estar. Isso seria desperdício. Ela abandona o apego e a crença nestas coisas como algo sólido ou permanente. Isso é dedicar o mérito, e é algo constante. Há méritos que criamos e volta e meia ainda nos assombram com bem-estar — mas a solução não é o mau-humor perante este apego ao que de bom fizemos, e sim a dedicação de
méritos, que alavanca essa felicidade convencional em felicidade transcendente. E quando a vacuidade é, não vou nem dizer reconhecida, mas suspeitada, então isso é mérito e sabedoria infinitos em dedicação infinita.
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Funniest mindless movie of the last few years. McLovin is the best, and the other guys grew on me.
In his job he needs to undervalue the suffering of others in order to make more money. Then there’s the smell, the ass and the eye. The degree of objectification of desire is in direct proportion to the self-debasement of the indulger. By degrading the other, he nullifies himself. The very indifference to the overjealous ones, the suppressed recalcitrant losers of the world, is what causes their victims to exist. Great disturbing movie.
A lost science fiction PBS movie with Taoist undertones is a real find, right? A guy discovers his dreams change reality—when he wakes up he finds himself in a world where the content of his dreams have actually happened. He of course gets scared after a couple of nightmares, seeks relief in drugs, and then, because of them, is lead to a psychiatrist. 
Here's for all the sissy Apple lovers out there... This is the ultimate design for my old Duron, which faithfully downloaded well over one terabyte (mostly movies, 1300+) always on 24/7/365 over the last four years. It also runs Apache and is a file and printer server, as well as a router for my home network (with four, also damn old and beautiful computers). Sometimes I dust it off with a vacuum cleaner.
I really enjoyed 
I have read the article on
In imdb a user commented: "Annoying little transition into some sort of regurgitated independent film values finds this shallow project from Brad Silberling offering little and providing less in this embarrassingly exploitive work." I agree, yet it is still watchable — even more so if you understand how clichê is the fabricated spontaneity in it. It is as if independent movie has aquired its own hollywood-like formulaicism. So it kind of becomes an interestingly consumated aesthetic portrail of so many cult-status fabricated stylishness examples we see around. Many people liked 





