
2004.01.02 • 00:04 • 1 com
Não há livro mais duro e realista do que "Words of my Perfect Teacher". Já vi praticantes desenvolvendo até aversão pelo texto. Dzongsar Khyentse Rinpoche diz "é um saco de depressão".Patrul Rinpoche é um lama dos mais durões. Ele esfrega seu nariz na merda do samsara vez após vez, e depois chama Longchenpa, Nagarjuna, Padmasambhava, Milarepa e toda a galerinha para dar as reais.
Em particular, escancara coisas que até sabemos, que estão no nosso focinho, mas que não vemos, ou só vemos quando se tornam extremamente dolorosas. Ou seja, o sofrimento de não ter o que se quer, de ter o que não se quer. O sofrimento dos relacionamentos, da riqueza e da sobrevivência, da gestação, do nascimento, da velhice, da morte. O sofrimento embutido em todas as coisas que nos dão suporte, como alimentos, roupas, eletricidade.
Descreve tudo em detalhes, como se fôssemos bebês, e realmente parece que somos.
Sem o dharma, não há chance alguma. Estamos cercados de maras, pactos de mediocridade, sofrimentos épicos ocultos em pequenos prazeres e indulgências. Cercados de sofrimentos menos óbvios, que surgem ao nos filiarmos a visões iludidas e confusas da realidade, visões que nossos pais, nossos amigos e nossa sociedade sustentam incessantemente, e que sabemos — se pararmos por um instante e tivermos coragem de encarar — não irão produzir qualquer efeito duradouro. Vemos o quanto se sentem perdidos, e quando acham que estão no caminho certo, é clara sua ilusão em objetos e contentamentos impermanentes.
Aqui não há espaço para decisões heróicas, cheias de esperança ingênua ou inconseqüentes. As pessoas são tão cegas que não entendem o verdadeiro compromisso com o dharma. Elas acham que se trata de filiação a uma religião, ou de mudar radicalmente o modo de vida, talvez ir para a montanha, ser pobre e se isolar. As pessoas algumas vezes se aproximam de mim com todas essas ideiazinhas, em duas categorias: os mórbidos e os deslumbrados. Os mórbidos são zumbis cujo autocentramento impede que sequer ouçam qualquer coisa, então atiram palavras feito uma metralhadora contra tudo, mas possivelmente não sabem sequer do que estão falando. Tem idéias sobre do que tudo isto se trata, confiam nessas idéias e indulgem em suas emoções de indiferença e ódio com os termos sagrados do dharma, ou qualquer coisa de valor. Os deslumbrados estão aprisionados pelo brilho do apego. Querem ser budistas, é o fim da picada! É bastante óbvio, suas motivações equivocadas e visões errôneas estão escritas na testa. Se você deixar, eles vão denegrir o nome do Buda e pisotear os ensinamentos.
É preciso olhar no olho e ser realista. Eu sou distraído. Hoje mesmo esqueci o guarda-chuva. Se esqueço o guarda-chuva, imagina o que um demônio desses fará comigo, quando eu mesmo deslizar para o autocentramento? É provar o mel no fio da navalha e sentir o gosto do sangue.
Ainda assim, a recompensa definitiva do bodisatva é a satisfação dos abutres que devoram sua carne. Isso é tudo que o caminho budista promete: satisfação em alimentar vermes ou abutres. Isto é iluminação.
Sem lembrar da morte, todo o dharma é inútil.
Uma faísca de mérito vale mais do que uma montanha de esforços. Confie na riqueza inexaurível de estar satisfeito com o que quer que surja.
A compaixão verdadeira é muito rara, como um raio que corta a escuridão da noite. As pessoas estão envolvidas em brinquedos que levam a sério: veja, olha para os lados, não desvie o rosto! É terrível!
Você não pode levar nada a sério, exceto tudo isto.
Que sempre lembremos do dharma já desde o útero, para não perder tempo.
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Funniest mindless movie of the last few years. McLovin is the best, and the other guys grew on me.
In his job he needs to undervalue the suffering of others in order to make more money. Then there’s the smell, the ass and the eye. The degree of objectification of desire is in direct proportion to the self-debasement of the indulger. By degrading the other, he nullifies himself. The very indifference to the overjealous ones, the suppressed recalcitrant losers of the world, is what causes their victims to exist. Great disturbing movie.
A lost science fiction PBS movie with Taoist undertones is a real find, right? A guy discovers his dreams change reality—when he wakes up he finds himself in a world where the content of his dreams have actually happened. He of course gets scared after a couple of nightmares, seeks relief in drugs, and then, because of them, is lead to a psychiatrist. 
Here's for all the sissy Apple lovers out there... This is the ultimate design for my old Duron, which faithfully downloaded well over one terabyte (mostly movies, 1300+) always on 24/7/365 over the last four years. It also runs Apache and is a file and printer server, as well as a router for my home network (with four, also damn old and beautiful computers). Sometimes I dust it off with a vacuum cleaner.
I really enjoyed 
I have read the article on
In imdb a user commented: "Annoying little transition into some sort of regurgitated independent film values finds this shallow project from Brad Silberling offering little and providing less in this embarrassingly exploitive work." I agree, yet it is still watchable — even more so if you understand how clichê is the fabricated spontaneity in it. It is as if independent movie has aquired its own hollywood-like formulaicism. So it kind of becomes an interestingly consumated aesthetic portrail of so many cult-status fabricated stylishness examples we see around. Many people liked 






Muito legal esta frase. Estar satisfeito e agradecido é coisa que poucos usufruem.
Abraço!
Kadica